6 de novembro de 2007

Insanidades Aleatórias (Cotidiano)

Todo dia era tudo sempre igual...Tapas e mais tapas, até que a ferida aberta desistiu de cicatrizar. Apanhava no almoço. Levava uma surra à noite. E ia dormir com a alma sangrando. Essa poderia muito bem ser a história de uma menina que apanha do padrasto, ou da mulher resignada de um alcóolatra. Mas é a minha, e de outras tantas pessoas, que, assim como eu, são violentadas a cada segundo em que a roda-viva gira neste mundo. Violência não é só assalto, tiroteio no morro, socos e pontapés... Porque toda vez que vejo uma criança passando fome, um ato de preconceito, as notícias sobre corrupção, e tantas outras manchetes dos jornais, minha alma se sente chicoteada. E essa dor não há gelol que cure, e nem beijo de hortelã que alivie...
Especialmente destilado para o Tudo de Blog (Pauta: Violência)

Um comentário:

Jhé Cruz disse...

Violência maior é ver a indiferença das pessoas.