13 de novembro de 2007

Eu anuncio o fim...

Pois é, caro amigo que encara estas letras que preciso, mesmo que não queira, escrever. Não sei quanto a você, mas a mim, a linguagem me toma conta, como o ar entrando livreleveesolto, como só ele consegue ser.Há muito eu deveria ter anunciado este fim. Talvez com balbúrdia, como quando acabaram-se os Beatles. Talvez com estapafúrdia, como quando acabou-se a monarquia. Talvez com sangue, como quando acabou a guerra. Quem sabe com flores, como quando se acaba a vida. Ou mesmo com suor, como quando se acaba um jogo. Ah!E não posso esquecer-me da sofreguidão e angústia, do fim de todos aqueles livros que nos acompanham durante tanto tempo, que parecem fazer parte da nossa história, e não da história do mundo.Mas vamos anunciar o bendito fim logo: ANUNCIO O FIM...Péra lá...Mas será que é o fim de verdade, de verdade? E se resolver voltar, como é que fica minha cara? Igual a de tantas bandas que juraram nunca mais pisar no mesmo palco, e hoje estão aí, lépidasefaceiras com a grana do revival? Não sei se ela volta...Aliás, não sei nem se ela se vai...Não consigo determinar em que ponto ela se acaba e eu começo. Ou talvez ela seja o começo de um fim que eu tenha sido. Ou mesmo o fim de um começo meu. Elaiá! Agora tudo se enrolou, e eu já nem sei mais como é que vou anunciar...Com cara de triste, como se depois da partida sobrasse apenas uma alma partida? Vazia, como o prato de tantos brasileiros nesse paísdemeudeus? Com a cara pintada, mostrando a fúria...Mas...Fúria de quê?! De ela partir? Ou de eu deixar que ela se vá? Ou de eu saber que ela talvez nunca devesse ter existido? Ou do medo de a vida não ter mais sentido sem ela?E é assim, misturando as coisas, atropelando as razões, que eu vou adiando um poquinho mais a partida dela. Talvez ela vá tirar umas férias, ou então dividir um apartamento bacana com o Peter Pan e a Sininho...Ou então volta e implora pra ficar...Do futuro nunca se sabe, a não ser que ele virá.Mas enfim...Chega de delongas e vamos ANUNCIAR O FIM...Ah...Quantos momentos bons passamos hum...Risadas muitas...Lágrimas...Fama...Sim, porque ela era famosa!Referência quando ainda existia tabu por sobre o seu conceito. Praticamente uma seguidora de Mae West e suas frases de efeito. Mas isso foi no começo, porque depois ela criou as dela também. Aliás, ela preferia ser ela mesma, do que qualquer outra coisa nessa vida.Mas vamos logo com isso que a coitada já está louca para passear. É, porque ela confessou aqui baixinho que logo volta.Não para ficar, mas volta pra me dar um beijo e agradecer. Enquanto isso eu fico na saudade, e com uma pedaço vazio.E pela terceira vez (assim como Pedro negou seu com caso Jesus, quer dizer, vocês sabem...), eu ANUNCIO O FIM DA MININAMÁ! Pronto, falei...Quer dizer, escrevinhei... (o pior mesmo não é escrever, mas postar....porque se der na telha, esse texto fica como tantos outros meus pegando poeira nas gavetas...). Mas que assim seja!

Meus amores, é verdade...Acabo de acabar com a MininaMá. É claro que nunca deixarei de ser um pouco dela, e ela me deixará ser apenas eu. Como um alterego da vida real, nos confundimos, por isso existimos.Fica dela este blog...Que será utilizado para postar os textos do Tudo de Blog, ou então, quem sabe, pra ela dar a pinta de novo por aqui. Eu vou arrumar minhas malinhas e montar uma casa nova. Com uma cara nova, mas de gente velha. Afinal de contas, já estava na hora de mudar de ares. E olha que comecei pelo jeito mais difícil, que é mudar de ares, não no modo conotativo da palavra, emq ue ar significa situações, mas sim no denotativo, no qual ar é aquele trem que se você não inspirar pelas narinas morre! Desde o início do ano temos conversado, eu e MininaMá, e ela veio me contado que estava cansada, que nunca tinha tirado férias, que ia reclamar no sindicato...Elaiá, esses alteregos inteligentes são fogo! Resolvi dar as contas, aposentar e ainda pagar pensão, que é pra não ter problema nenhum! Mas fica-me o problema de talvez não saber ser eu mesma sem ela....

O começo antes do fim...
Pra quem está aí perdido, desde o início do post, não entendendo bulhufas, deixa eu explicar...Ou ao menos tentar, porque nem eu entendo direito...E não sou como aqueles professores que nem sabem o que estão dizendo, mas insistem em continuar "ensinando"...Enfim...Não lembro muito bem o dia, mas eu tinha 18 anos (ai que idade bonita!gostava tanto dela...pena que durou tão pouco...) e estava aquela onda toda de Mirc (sim!eu sou velha minha filha!) e de nicknames...Um belo dia (resolvi mudar, e fazer tudo o que eu queria fazer...Não!Não é isso, ou é, mas é que lembrei da música da Rita...=]), sabe-se demônios porque, um amigo meu (que irei ocultar a identidade pelo fato de não ter sido autorizada...lálálá) me chamou de menina má, e ainda reiterou dizendo "você é uma menininha muito má!".Ah rapaz!Pra quê!Minha imaginação já criou ali não só um nickname, mas um mundo! E ele cresceu, cresceu, cresceu e ficou do meu tamanho... Em torno da MininaMá coloquei tudo o que talvez eu não tivesse antes, não como uma farsa, mas como uma compensação (por toda a minha adolescência...mas isso é loser demais, e não vou ficar sendo dramática bem num texto sobre a MininaMá né minha gente!)...Enfim...Eu me tornei ela, e ela se tornou a PatríciaPirota. Coisas de quem leu a vida toda, e viu todos os heterônimos de Pessoa, os alteregos de tantos outros, a loucura tomando forma de gente, e a si mesma.Às vezes penso que deveria assumir a MininaMá para sempre, e sair por aí andando de mãos dadas com ela até o caixão (mórbido mas totalmente real tá!). Mas por outras penso que talvez seja a hora de me tornar um pouco mais clara, menos cheia de referências, mais cheia de mim mesma. Coisas da idade, talvez...Afinal de contas, não posso ficar como a Mafalda, que tem 6 anos(ou serão sete? enfim)a vida toda...Meus anos também querem passear...E com isso fico eu, cuidando das experiências que eles tiveram...Não posso ser uma adolescente para todoosempreamém!, embora eu não negue que por muitas vezes o quis... Mas há impossibilidades nesta vida que devem ser comrpeendidas e aceitadas, o que é o caso de não poder ser adolescente pra sempre!Báh...Deixemos de conversa que eu ainda tenho um blog novo pra criar...E desta vez sem alteregos. Ou será que PatríciaPirota é um alterego?!Aisenhor!Quemsoueuondeestou?!Ps:foi num pseudosurto assim que MininaMá criou forma (e barriga, afinal de contas, o criatura que bebia!). Mas desta vez não será igual...As grandes coisas em nossa vida só são grandes porque são únicas, senão não teriam tanta importância. Por isso me despeço, MininaMá, que, sabe-se lá porque demônios, as pessoas insistiam em dizer que de má não tinha nada... Será que elas tinham razão?Vai saber...Como diria a querida Clarice, "sou cada pedaço infernal de mim"...
Patrícia Pirota (13/11/2007)

6 de novembro de 2007

Insanidades Aleatórias (Cotidiano)

Todo dia era tudo sempre igual...Tapas e mais tapas, até que a ferida aberta desistiu de cicatrizar. Apanhava no almoço. Levava uma surra à noite. E ia dormir com a alma sangrando. Essa poderia muito bem ser a história de uma menina que apanha do padrasto, ou da mulher resignada de um alcóolatra. Mas é a minha, e de outras tantas pessoas, que, assim como eu, são violentadas a cada segundo em que a roda-viva gira neste mundo. Violência não é só assalto, tiroteio no morro, socos e pontapés... Porque toda vez que vejo uma criança passando fome, um ato de preconceito, as notícias sobre corrupção, e tantas outras manchetes dos jornais, minha alma se sente chicoteada. E essa dor não há gelol que cure, e nem beijo de hortelã que alivie...
Especialmente destilado para o Tudo de Blog (Pauta: Violência)

2 de novembro de 2007

Insanidades Aleatórias (Vão-se os diários, ficam-se os blogs...)

E lá se foram páginas coloridas, canetas cheirosas, adesivos brilhantes e sonhos. Diários e mais diários de pensamentos meus, só meus. De lágrimas que ninguém podia saber que eu derramei, de beijos que minha mãe não podia sequer sonhar que eu dei, e a vontade de querer ser cinderela e ter o combo príncipe+sapatinho de cristal. Sim, senhora e senhores, eu já fui uma boa menina, que sofria, chorava, sonhava com o tal do príncipe, e tinha um coração. Mas hoje essas coisas são diferentes, mudaram, assim como eu. Hoje tenho layouts que me odeiam, uma página todinha minha e muita coisa a ser dita e desdita publicamente. E sou mais conhecida como MeninaMá do que pelo meu próprio nome, aliás, próprio nome da minha mãe, porque foi ela que me deu! Ainda tenho os sonhos, as lágrimas, os beijos (e otras cositas más) e um coração(de gengibre,mas tenho!)...Mas isso eu conto pra quem merece, ou então esqueço, porque a esquecidão faz a vida um pouco menos pesada. No final das contas, boas ou más, somos todas meninas. E no fundo sabemos que vão-se os diários, mas ficam-se os blogs...
Especialmente destilado para o Tudo de Blog