27 de março de 2007

Escrivinhações de baú (o preço a pagar)

Qual é o preço que se paga para ser o que se é?
Ouvindo "Ana's Song" e perturbada com os flashes da minha adolescência atormentando minha mente, chego à conclusão de que o problema não é o quanto se paga, mas aquilo que não pode ser comprado.
Em meio ao turbilhão de minhas milhares de crises me sinto uma mulher em pedaços.Não pedaços esparsos e solitários, mas retalhos desiguais que formam o manto que cobre meus caminhos.
Engraçado pensar que há pouco(uns anos atrás, qque no fim das contas parecem segundos escorrendo na boca do tempo) meu reflexo no espelho era de uma menina com os olhos brilhando, me mostrando a língua por pura traquinagem.
Hoje ele me mostra uma mulher com m maiúsculo sim senhor.Tão Pagu quanto nunca desconfiara ter sido.Carrego a bandeira do que penso, e não me importo que a sociedade destile seu fel sobre minhas impressões.
Mas há dias em que desvio os olhos para o tal espelho e vejo um cantinho vazio.Talvez seja um retalho, ou uma cor esquecida nos bancos em que sentei vendo o sol se pôr.Esse vazio aí não pode ser comprado.Talvez por não pertencer a ninguém.Talvez por ter deixado de existir.
E quanto ao "tal preço a ser pago" bota aí na minha conta vai!
Que pago no dia em que meus sorrisos forem suficientes pra preencher o vazio que há em não querer mais acreditar.

Patrícia Pirota 25/03/07

Um comentário:

Luana disse...

Meo... Depois olha lá o título do meu texto... oO

Eu sei extamente como é o vazio ao qual você se refere aí... E tb sei o quanto pesa esse preço. O que nos resta então? Continuar pagando? Deixar pra pagar depois? Nos resta pensar que a vida é assim mesmo, e que não importa o que a gente faça as coisas vão acontecer como tiver que ser e pronto. Pagando, devendo, pendurando... A gente faz isso de qqer jeito mesmo! Pegue seus retalhos e faça uma linda rede pra se balançar! Que enquanto a gente reflete e fica triste, o tempo tá correndo.
Bjao Dona Patita, e se precisar grita. =]
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