24 de novembro de 2006

Poemeto - Mel e desilusões

Mel e desilusões

Todos estes séculos de silêncio
engolem meus dizeres
com mel e desilusões.
Minhas mãos tentam compôr
inúmeras canções
sobre meus arranha-céus,
que durante sua cinzenta existência,
brincam de tapar meu sol.
No processo de brincamento
de borboletas,
aprendi a fazer
bolinhas de sorriso,
enquanto pezinhos descalços
tentam a sorte
com paralelepipedos coloridos
num vermelho estacionado.
Então o verde ressurge
e os transeuntes ignoram as idéias
sentadas na calçada
pedindo um mínimo
de suspiro.
Patrícia Pirota jul/03

4 comentários:

Thais Malpicci disse...

não sei o pq, mas esses versos me levaram as lembranças de infancia misturados com o presente, pézinhos descalços, desilusão...uma mescla mto intensa.

na verdade, daria uma boa música isso hein!

;*******

kelton astro disse...

Entalhei seu nome no meu braço
Ao invés de estressado eu fico aqui encantado....
Porque não há mais nada a fazer
A cada eu e você
Amor tolo?, uma prisão que eu escolho ser perpétua.
Nenhuma outra prisão eu escolho ter,
Um amor do qual eu abuso.
Nenhuma circunstância justificaria
Os demônios se afogando e flutuando para longe
Então eu serei a sua bebida alcoólica...
Eu aprisiono a imagem de uma menina no cinzeiro
Como os cigarros que se queimam em meu peito
Eu escrevi um poema que descreve o mundo dela,porque ninguem vai me tirar as flores dos moribumdos que falharam...


te amo minina má...

kelton astro disse...

potz...esse ta meio emo hahaha
mais é sobre a foto do carro.


REPETIÇÃO DA COR DO ASFALTO

deixe arrancar minhas asas,nesta manha de comida ruim
e o que me resta,e teu lado vazio da cama
deixa arrancar fumaças da sua narina
mesmo quando o desprezo,escureça seu olhar
se permites dizer?,mesmo herege das sombras
não consigo ter outro abraço
deixe beijar teu medo,afagar teu pecado
ainda que na manha acordar e dizer "fraqueza"
nas denaídes do inferno,a mão eu lhe darei
rezarei o terço mais lagrimoso,para dizer-te.oi!
a ciranda do desespero,gruda sem querer,em frases do vício
nunca vou mudar,ligo a tv,mas meu abraço quer voce
mesmo querendo se equilibrar na navalha,suicidio por exaustao!
gostaria de subir,para tomar um xícara de café?
ah.se eu fosse um poeta eu saberia te amar
ainda não ouvindo,o vicio da repetição.

ebloggir disse...

o verde ressurge e nos faz respirar. mas o que nos anula é essa necessidade do vermelho, que nos daria um horizonte de desordem imprescindível para que as coisas se compusessem de modo a nos permitir viver de um modo outro, avesso a essa harmonia tétrica.

se é que entendi o poema.