30 de julho de 2006

Poemeto - Qualquer


"Numa noite nua
qualquer
grito de bondade
será punido
se não pela impaciência
que é trem
pela discordância
de verbos no imperativo
A primeira pessoa foi abolida
no singular
pelos edifícios em cinza
no plural,
pelo tecnológico avanço do não-ser.
Numa noite crua
qualquer
expressão de amor
será banida
se não pela solidão
que é muro
pela concordância
de sujeitos no singular
O primeiro não concorda com a ação
que realiza o segundo triunfante
sem dizer que eram dois.
Numa noite sua
qualquer
adeus será compreendido
se não pela incerteza do amanhã
que não bate ponto
pelapluma da perfeição
que é só palavra."
Patrícia Pirota

3 comentários:

Aluizio, The Aviator disse...

oi patricia..
agora eh minha vez de comentar..
adorei seu blog..
sou fã de caio fernando abreu..
e essa sua foto..
está linda... :D~
beijos!!

aris, aris disse...

http://www.paranoiadoll.com/paranoiadoll.htm
Procura a "Aki"...
falow

ebloggir disse...

gostei do todo, sobretudo do ritmo, do embalo. o q alias eh uma das coisas q mais admiro na poesia. o realce q o sentido ganha qdo as palavras estao dispostas d forma ao seu enlevo conduzir a leitura do texto eh onde a poesia, propriamente dita, deposita seu significado.
... acho eu