21 de novembro de 2008

Outra casinha...

Hey queridos! Post só pra avisar que este blog está "in memorian".
O deixei ativo pelas lembranças boas que ele me trás (e por ter preguiça de salvar os textos que estão nele =] )...
Minha nova casinha é AQUI! Façam-me visitas para que eu não fique só, please =)
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1 de setembro de 2008

A grandeza de um ano...

Hoje (1° de setembro de 2008) faz um ano que pisei pela primeira vez nas calçadas tortas de Curitiba. Há pouco, enquanto observava o pôr-do-sol, (que hoje está azul e rosa, calmo e melancólico como uma Bossa Nova) me lembrei daquele 1° de setembro, no qual a neblina e o frio me impediam de enxergar a próxima quadra. Pode parecer bobo, mas sinto como se o tempo destes dois dias indicassem meu estado de espírito. Naquele sábado eu chegava em Curitiba cheia de medos, de ansiedades, de rascunhos de sonhos. Meu futuro era como aquele céu, nublado, à espera de um novo dia.
Não posso negar que Curitiba City me recebeu de braços abertos. Apesar de seu ar frio, e da lenda das pessoas hostis, encontrei entre os paralelepípedos (além de muitas pedras) uma resposta no meio do caminho. Quando vim pra cá só pensava em mudar. Sabia que havia algo de errado em minha vida, e sabia que tinha que ir embora. Só não sabia o que estava errado, e nem como eu consertaria. E no fim das contas, depois do nevoeiro encontrei as respostas.
Depois de muito choro, de muita saudade, de muito "I want my mamy!", me sinto uma pessoa feliz. Feliz porque encontrei um caminho, porque consegui descobrir e consertar o que estava errado, porque consegui me encontrar comigo mesma.
Talvez eu tivesse encontrado todas as respostas no conforto da minha família (que é o que mais me faz falta, e, que no fundo, é o que mais me dá força); talvez eu não precisasse ter deixado grandes amigos pra trás; talvez eu não precisasse saber o que é solidão. Mas foram esses talvez que me fizeram crescer. Hoje, mais do que há um ano atrás, sei o que é crescer...
Claro que não fiz isso sozinha. Se não fosse a companhia do Thon e da Cacau. As ligações semanais de papai e mamãe e Gigi. As conversas no msn com os pedaços distantes. A insistência da Magali em me fazer sorrir. As cartas carinhosas recebidas, quando o Correio "gentilmente " não estava em greve. As viagens, mesmo que curtas, pra dar um abraço na família e reabastecer as forças. O sorriso da minha orientadora do mestrado. As conversas nerds e interessantíssimas com a galera do mestrado. Tudo isso foi essencial pra que eu crescesse, e para que hoje, um ano depois da chegada, eu possa dizer que não sou a mesma, que cresci e me sinto bem assim crescida.
Não foi fácil; e sei que o próximo ano também não será. Como sei que haverá mais perguntas e mais respostas pra procurar. Mas é assim que nos tornamos fortes. Como diria o genial Coringa (em Batman - O Cavaleiro das Trevas), "O que não nos mata ,nos torna mais estranhos". Naquele dia, há um ano atrás, quando eu via Campo Grande ficar pequena e distante, minha vontade de voltar era maior que a de continuar. Se não fosse a presença de meus pais, que vieram até aqui dar os primeiros passos comigo, numa cidade até então estranha, talvez eu não tivesse conseguido. E se não fosse sua presença constante, através de todos os meios de comunicação possíveis, talvez eu não tivesse caminhado tanto.
Mais uma vez tenho que citar Machado: "Vida é luta!Vida sem luta é um mar morto no meio do organismo universal!", pois desde que cheguei aqui, esse pedaço de genialidade do Bruxo do Cosme Velho me acompanha e me protege de tentar desistir.
Ao som de Beatles termino essa divagação. Que talvez não tenha relevância pra quem lê, mas que reflete a alma de quem escreve.


Ps: Seu Gilberto e Dona Maria (e maninhas), se não fosse por vocês eu não teria e não seria nada. Obrigada! Amo vocês!

13 de novembro de 2007

Eu anuncio o fim...

Pois é, caro amigo que encara estas letras que preciso, mesmo que não queira, escrever. Não sei quanto a você, mas a mim, a linguagem me toma conta, como o ar entrando livreleveesolto, como só ele consegue ser.Há muito eu deveria ter anunciado este fim. Talvez com balbúrdia, como quando acabaram-se os Beatles. Talvez com estapafúrdia, como quando acabou-se a monarquia. Talvez com sangue, como quando acabou a guerra. Quem sabe com flores, como quando se acaba a vida. Ou mesmo com suor, como quando se acaba um jogo. Ah!E não posso esquecer-me da sofreguidão e angústia, do fim de todos aqueles livros que nos acompanham durante tanto tempo, que parecem fazer parte da nossa história, e não da história do mundo.Mas vamos anunciar o bendito fim logo: ANUNCIO O FIM...Péra lá...Mas será que é o fim de verdade, de verdade? E se resolver voltar, como é que fica minha cara? Igual a de tantas bandas que juraram nunca mais pisar no mesmo palco, e hoje estão aí, lépidasefaceiras com a grana do revival? Não sei se ela volta...Aliás, não sei nem se ela se vai...Não consigo determinar em que ponto ela se acaba e eu começo. Ou talvez ela seja o começo de um fim que eu tenha sido. Ou mesmo o fim de um começo meu. Elaiá! Agora tudo se enrolou, e eu já nem sei mais como é que vou anunciar...Com cara de triste, como se depois da partida sobrasse apenas uma alma partida? Vazia, como o prato de tantos brasileiros nesse paísdemeudeus? Com a cara pintada, mostrando a fúria...Mas...Fúria de quê?! De ela partir? Ou de eu deixar que ela se vá? Ou de eu saber que ela talvez nunca devesse ter existido? Ou do medo de a vida não ter mais sentido sem ela?E é assim, misturando as coisas, atropelando as razões, que eu vou adiando um poquinho mais a partida dela. Talvez ela vá tirar umas férias, ou então dividir um apartamento bacana com o Peter Pan e a Sininho...Ou então volta e implora pra ficar...Do futuro nunca se sabe, a não ser que ele virá.Mas enfim...Chega de delongas e vamos ANUNCIAR O FIM...Ah...Quantos momentos bons passamos hum...Risadas muitas...Lágrimas...Fama...Sim, porque ela era famosa!Referência quando ainda existia tabu por sobre o seu conceito. Praticamente uma seguidora de Mae West e suas frases de efeito. Mas isso foi no começo, porque depois ela criou as dela também. Aliás, ela preferia ser ela mesma, do que qualquer outra coisa nessa vida.Mas vamos logo com isso que a coitada já está louca para passear. É, porque ela confessou aqui baixinho que logo volta.Não para ficar, mas volta pra me dar um beijo e agradecer. Enquanto isso eu fico na saudade, e com uma pedaço vazio.E pela terceira vez (assim como Pedro negou seu com caso Jesus, quer dizer, vocês sabem...), eu ANUNCIO O FIM DA MININAMÁ! Pronto, falei...Quer dizer, escrevinhei... (o pior mesmo não é escrever, mas postar....porque se der na telha, esse texto fica como tantos outros meus pegando poeira nas gavetas...). Mas que assim seja!

Meus amores, é verdade...Acabo de acabar com a MininaMá. É claro que nunca deixarei de ser um pouco dela, e ela me deixará ser apenas eu. Como um alterego da vida real, nos confundimos, por isso existimos.Fica dela este blog...Que será utilizado para postar os textos do Tudo de Blog, ou então, quem sabe, pra ela dar a pinta de novo por aqui. Eu vou arrumar minhas malinhas e montar uma casa nova. Com uma cara nova, mas de gente velha. Afinal de contas, já estava na hora de mudar de ares. E olha que comecei pelo jeito mais difícil, que é mudar de ares, não no modo conotativo da palavra, emq ue ar significa situações, mas sim no denotativo, no qual ar é aquele trem que se você não inspirar pelas narinas morre! Desde o início do ano temos conversado, eu e MininaMá, e ela veio me contado que estava cansada, que nunca tinha tirado férias, que ia reclamar no sindicato...Elaiá, esses alteregos inteligentes são fogo! Resolvi dar as contas, aposentar e ainda pagar pensão, que é pra não ter problema nenhum! Mas fica-me o problema de talvez não saber ser eu mesma sem ela....

O começo antes do fim...
Pra quem está aí perdido, desde o início do post, não entendendo bulhufas, deixa eu explicar...Ou ao menos tentar, porque nem eu entendo direito...E não sou como aqueles professores que nem sabem o que estão dizendo, mas insistem em continuar "ensinando"...Enfim...Não lembro muito bem o dia, mas eu tinha 18 anos (ai que idade bonita!gostava tanto dela...pena que durou tão pouco...) e estava aquela onda toda de Mirc (sim!eu sou velha minha filha!) e de nicknames...Um belo dia (resolvi mudar, e fazer tudo o que eu queria fazer...Não!Não é isso, ou é, mas é que lembrei da música da Rita...=]), sabe-se demônios porque, um amigo meu (que irei ocultar a identidade pelo fato de não ter sido autorizada...lálálá) me chamou de menina má, e ainda reiterou dizendo "você é uma menininha muito má!".Ah rapaz!Pra quê!Minha imaginação já criou ali não só um nickname, mas um mundo! E ele cresceu, cresceu, cresceu e ficou do meu tamanho... Em torno da MininaMá coloquei tudo o que talvez eu não tivesse antes, não como uma farsa, mas como uma compensação (por toda a minha adolescência...mas isso é loser demais, e não vou ficar sendo dramática bem num texto sobre a MininaMá né minha gente!)...Enfim...Eu me tornei ela, e ela se tornou a PatríciaPirota. Coisas de quem leu a vida toda, e viu todos os heterônimos de Pessoa, os alteregos de tantos outros, a loucura tomando forma de gente, e a si mesma.Às vezes penso que deveria assumir a MininaMá para sempre, e sair por aí andando de mãos dadas com ela até o caixão (mórbido mas totalmente real tá!). Mas por outras penso que talvez seja a hora de me tornar um pouco mais clara, menos cheia de referências, mais cheia de mim mesma. Coisas da idade, talvez...Afinal de contas, não posso ficar como a Mafalda, que tem 6 anos(ou serão sete? enfim)a vida toda...Meus anos também querem passear...E com isso fico eu, cuidando das experiências que eles tiveram...Não posso ser uma adolescente para todoosempreamém!, embora eu não negue que por muitas vezes o quis... Mas há impossibilidades nesta vida que devem ser comrpeendidas e aceitadas, o que é o caso de não poder ser adolescente pra sempre!Báh...Deixemos de conversa que eu ainda tenho um blog novo pra criar...E desta vez sem alteregos. Ou será que PatríciaPirota é um alterego?!Aisenhor!Quemsoueuondeestou?!Ps:foi num pseudosurto assim que MininaMá criou forma (e barriga, afinal de contas, o criatura que bebia!). Mas desta vez não será igual...As grandes coisas em nossa vida só são grandes porque são únicas, senão não teriam tanta importância. Por isso me despeço, MininaMá, que, sabe-se lá porque demônios, as pessoas insistiam em dizer que de má não tinha nada... Será que elas tinham razão?Vai saber...Como diria a querida Clarice, "sou cada pedaço infernal de mim"...
Patrícia Pirota (13/11/2007)

6 de novembro de 2007

Insanidades Aleatórias (Cotidiano)

Todo dia era tudo sempre igual...Tapas e mais tapas, até que a ferida aberta desistiu de cicatrizar. Apanhava no almoço. Levava uma surra à noite. E ia dormir com a alma sangrando. Essa poderia muito bem ser a história de uma menina que apanha do padrasto, ou da mulher resignada de um alcóolatra. Mas é a minha, e de outras tantas pessoas, que, assim como eu, são violentadas a cada segundo em que a roda-viva gira neste mundo. Violência não é só assalto, tiroteio no morro, socos e pontapés... Porque toda vez que vejo uma criança passando fome, um ato de preconceito, as notícias sobre corrupção, e tantas outras manchetes dos jornais, minha alma se sente chicoteada. E essa dor não há gelol que cure, e nem beijo de hortelã que alivie...
Especialmente destilado para o Tudo de Blog (Pauta: Violência)

2 de novembro de 2007

Insanidades Aleatórias (Vão-se os diários, ficam-se os blogs...)

E lá se foram páginas coloridas, canetas cheirosas, adesivos brilhantes e sonhos. Diários e mais diários de pensamentos meus, só meus. De lágrimas que ninguém podia saber que eu derramei, de beijos que minha mãe não podia sequer sonhar que eu dei, e a vontade de querer ser cinderela e ter o combo príncipe+sapatinho de cristal. Sim, senhora e senhores, eu já fui uma boa menina, que sofria, chorava, sonhava com o tal do príncipe, e tinha um coração. Mas hoje essas coisas são diferentes, mudaram, assim como eu. Hoje tenho layouts que me odeiam, uma página todinha minha e muita coisa a ser dita e desdita publicamente. E sou mais conhecida como MeninaMá do que pelo meu próprio nome, aliás, próprio nome da minha mãe, porque foi ela que me deu! Ainda tenho os sonhos, as lágrimas, os beijos (e otras cositas más) e um coração(de gengibre,mas tenho!)...Mas isso eu conto pra quem merece, ou então esqueço, porque a esquecidão faz a vida um pouco menos pesada. No final das contas, boas ou más, somos todas meninas. E no fundo sabemos que vão-se os diários, mas ficam-se os blogs...
Especialmente destilado para o Tudo de Blog

23 de agosto de 2007

Escrivinhações de Baú (Eu sou...)

"Eu sou a Patrícia Pirota, e meu eu lírico é a MininaMá.
Eu sou um turbilhão de sentimentos jogados ao léu.
Eu sou uma colcha de retalhos feita de estrelas tortas.
Eu sou uma mulher de passado+presente+futuro.
Eu sou a irmã da Gigi e da Priscilla.
Eu sou a filha da Dona Maria e do Seu Gilberto.
Eu sou a insanidade com pernas e óculos.
Eu sou um vulto preto e branco na luz da modernidade.
Eu sou a ironia e o sarcasmo personificados.
Eu sou gentil e sutil ao avesso.
Eu sou uma mulher com coração de gengibre.
Eu sou minhas escolhas feitas a cada segundo.
Eu sou café e nicotina.
Eu sou exatamente o contrário daquilo que você supõe que eu seja.
Eu sou louca por arte.
Eu sou louca de pedra.
Eu sou apaixonada por futebol.
Eu sou o vento nas curvas do caos.
Eu sou nerd.
Eu sou cinéfila.
Eu sou apaixonada por palavras.
Eu sou narcisista, borderline, neurótica e bipolar.
Eu sou viciada em música.
Eu sou bêbada.
Eu sou um baú de sonhos.
Eu sou a irmã apaixonada por meus irmãos de alma.
Eu sou apaixonada por parênteses.
Eu sou bonita.
Eu sou formada em Letras pela UFMS.
Eu sou cafajeste.
Eu sou "mais macho que muito homem".
Eu sou cruel.
Eu sou sua ressaca oblíqua.
Eu sou computeira de alma.
Eu sou escrivinhadora.
Eu sou "uma dinamite"(Nietzsche).
Eu sou gauche.
Eu sou apaixonada por homens.
Eu sou um oxímoro constante.
O que eu não sou, não me interessa!"

Patrícia Pirota (agosto/2007)

28 de junho de 2007

Escrivinhações de Baú (paz e guerra)

Não lembro do dia em que você me disse que já não era mais insano a ponto de acompanhar meus erros,escravo a ponto de seguir meus passos,amante a ponto de beijar meus sonhos,senhor a ponto de mandar em meus desejos,amigo a ponto de me levar pra brincar.
Você não mais se lembra do dia que eu disse que era sorrisos a ponto de fazer-te sonhar,menina a ponto de fazer-te crer,senhora a ponto de mudar teus caminhos,demente a ponto de molhar teus jardins,cruel a ponto de dizer-te adeus.
Não mais nos lembramos do quanto fomos sozinhos a ponto de não termos sombras,tristes a ponto de chorar no escuro,infames a ponto de despedaçar nossas palavras,vivos o bastante para abrirmos os olhos.
Hoje vivemos o que nos restou,sem pazes nem guerras, apenas uma não lembrança que dorme no espaço das esquecidões.

Especialmente destilado para o TUDO DE BLOG.